segunda-feira, 4 de junho de 2018

A indignação do dia

É relativa a uma voluntária da Feira do Livro. Diz a comunicação social que a jovem manifestou a sua discordância, por gestos e palavras, em relação às "teses" defendidas durante a apresentação de um livro da Tinta-da-China, Racismo Num País de Brandos Costumes. Calculamos que era suposto a jovem estar de acordo com tudo o que se disse: Devia ter respondido sim e amén ao que foi relatado. Deveria ter-se prostrado no chão, arrancado os cabelos, gritado e exibido a sua culpa pelo racismo endémico dos portugueses. Não o fez, e isso é horrível.
 Entretanto, sabemos tudo. O relato completo do que se passou foi-nos dado pela sempre isenta comunicação social. Só não sabemos a versão da visada, mas isso não interessa. A partir do momento em que os guerreiros da justiça social a etiquetaram com o rótulo de racista perdeu qualquer hipótese de se defender. Na melhor das hipóteses deveria ser enviada para um campo de reeducação onde pudesse ler Huckleberry Finn e Tom Sawyer em versões devidamente expurgadas e reflectir sobre a culpa do homem branco.

Sem comentários:

Enviar um comentário