sábado, 7 de abril de 2018

Somos todos culpados

Esta semana fica marcada por mais um salto qualitativo na ofensiva politicamente correcta contra a Civilização em Portugal. Tivemos a aprovação da lei que permite a "mudança de género" aos dezasseis anos com a aprovação de toda a esquerda, como seria expectável.
 Tivemos ainda, com a aprovação de TODOS os partidos com assento parlamentar, a recomendação ao governo para que aprove medidas de "acção afirmativa" em relação aos descendentes de africanos. A proposta foi do Bloco de Esquerda, mas o beneplácito foi geral. Mais uma vez a direitinha mostra o que vale. Zero. Daqui a amanhã quando alguém tiver um filho ou filha que não entrou na universidade, ou que entrou mas não no curso pretendido porque um africano com menor mérito lhe ficou com o lugar, lembre-se de lhe dizer que também teve responsabilidade pelo facto, por ter votado PSD ou CDS.
 "-Ah, mas o PNR é muito radical e os skinheads são nazis e o nacionalismo é mau e já vivemos em ditadura e etc, e eu não gosto dessa gente nem de radicalismos", dirão alguns. Tristes tempos, estes, em que aqueles que pretendem defender Portugal, a Europa e a Civilização são rotulados de extremistas e nazis. Mas, mesmo que o fossem, há momentos da nossa vida em que temos de encontrar nonas perspectivas e soluções porque as velhas já não funcionam. Quem, de entre nós, tendo uma doença crónica e não encontrando alívio naquele médico que consultamos há décadas poderá ser criticado por procurar uma alternativa? será isso radical? extremista? certamente que não, a não ser que optemos por um charlatão declarado, mas não será esse o caso.
 Neste momento chegámos, em Portugal, a um ponto em que já não há margem para transigências. A esquerda radical tem levado a sua avante, com a cumplicidade da direitinha mas também da área nacional, incapaz de encontrar caminhos de convergência. Recordo que eles também eram assim, há 25 anos. O que é hoje o Bloco de Esquerda resulta da fusão de maoístas, trotsquistas e marxistas-PSR, UDP, PC(R), FER. Eram pouco mais que nada, fizeram um caminho notável, na medida em que têm alcançado o pretendido, têm determinado a agenda política em boa parte, têm mantido a direitinha sob controlo.
 Perante isto, o que faz a área nacional? nada. Nada, em termos de pensamento estratégico profundo. Mantém o espírito sectário. Fala muito na História, na memória, mas não aprende com os exemplos do passado, com os homens e mulheres, maiores que qualquer um de nós,  que colocaram de lado rivalidades e ódios em momentos-chave porque havia um valor superior pelo qual lutar. Mataram-se depois, em alguns casos? certo, mas só após derrotarem o inimigo. Isso era inteligência, isso era personalidade, isso era carácter.
 Aos esquerdistas uniu-os o ódio. O ódio à Civilização ocidental, aos nossos valores mais profundos.
 A nós não tem sido capaz de nos unir o amor a tais valores, tantas vezes proclamado, demasiadas esquecido. É esse amor tão pequeno que não nos permita ultrapassar quezílias e egocentrismos? são os nossos valores tão dispensáveis que não os coloquemos acima de tudo o mais? quero crer que não e que será possível dar a volta à situação.
 Que fazer, então? neste momento, em termos puramente eleitorais, a solução é apenas uma. Todo o apoio ao PNR. Podemos gostar mais ou menos de quem lá está, podemos concordar mais ou menos com as linhas gerais, é irrelevante. Quando temos a casa a arder não nos podemos dar ao luxo de escolher a corporação de bombeiros que queremos ter a combater o fogo, não podemos dar-nos ao luxo de querer escolher o modelo dos veículos que o combatem. E, neste momento, Portugal desmorona-se, tal como o Ocidente. Temos um ano e meio até às próximas eleições, período no qual devemos canalizar toda a energia possível para que o PNR obtenha um resultado significativo de molde a que se comece a salvar o que ainda pode ser salvo. É tão simples como isso.
 E as demais organizações? obviamente deverão continuar o seu trabalho, o seu percurso específico fora do âmbito eleitoral. Informando, mobilizando, esclarecendo, argumentando, marcando presença. Em todo o lado onde seja possível, em debates, em palestras, etc.
 E eu, como pessoa singular? a mesma coisa. No dia a dia posso ainda dar o exemplo. Sendo educado, cortês, civilizado, ordeiro, cumpridor dos deveres profissionais e outros. Para já porque, kantianamente falando, é esse o meu dever. Depois porque, em boa verdade, a imagem conta. E o vizinho ou vizinha que me vê como pessoa educada e polida, prestável e atenciosa, pensará duas vezes quando souber que pertenço ao PNR, à Portugueses Primeiro, ao Escudo Identitário, à NOS, etc. Pensará duas vezes e dirá, para si, que se aquela pessoa pela qual tem respeito ou estima é nacionalista/salazarista/fascista, etc, é porque talvez estes não sejam assim tão maus. Já é um começo que cada um deverá saber aproveitar.
 É isto, parece-me, o que se pode começar a fazer para evitar que o desmoronamento seja irreversível.

2 comentários:

  1. Excelente, simplesmente excelente, caro João! Esta é uma das melhores postas que já li sobre o esatdo do nacionalismo português, não apenas aqui e nos outros blogues que o João teve ao longo dos anos, mas em toda a área nacionalista. É tão boa que a minha próxima posta no TU vai consistir precisamente num apontador para aqui!

    Foi dito tudo o que era preciso: feito o diagnóstico, que é absolutamente certeiro, foi apresentada a única estratégia que faz sentido seguirmos neste momento. Aqui entre nós, eu também já gostei mais do PNR. Parece-me, ao ler alguns dos textos divulgados na sua página de internet e também do Facebook, que há lá muito marxista disfarçado, colectivistas convictos que só não estão no PCP ou no BE por serem também racistas. Só que eu prefiro mil vezes um Portugal comuna mas que ainda seja Portugal -logo passível de ser salvo- do que um não-Portugal, uma mera província do império global dos Soros, dos Rothschilds & C.ª, habitada por uma horda de mestiços desenraizados e alienados, rendidos ao consumismo e ao abismo da imoralidade.

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    1. Obrigado, antes de mais. Eu não tenho acompanhado o percurso do PNR nos últimos tempos. Li o programa dos próximos estados gerais e parece-me que há ali uma tentativa de reaproximação a certos sectores, não sei. Agora, em termos estritamente eleitorais, é só o que há e não adianta pensar no que devia haver ou pode vir a existir. Não há tempo para isso. Claro que isto não dispensa o trabalho de outras organizações que, felizmente, têm aparecido e desenvolvido um trabalho consistente. Vamos ver se Portugal ainda tem salvação. Essa questão do comunismo que o Afonso aborda também é interessante. Eu vejo-me, neste momento, mais perto de uma Polónia dos anos setenta (em certos aspectos) do que de uma França ou Grã-Bretanha actuais.

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