sábado, 14 de abril de 2018

Síria

1. Entretanto, enquanto ingleses, franceses e americanos libertam o povo sírio, Abu Bakr al-Baghdadi continua algures por aí (tal como al-Zawahiri, do qual nunca mais se ouviu falar), o Estado Islâmico e a Al-Qaeda vão-se reconstruindo nos imensos territórios que vão da Mauritânia à Ásia Central, e a Europa é igualmente libertada diariamente, graças ao afluxo de milhares e milhares de rapazes que vêm enriquecer o continente. Mas a maior ameaça à paz mundial é Assad. Outrora foram Hussein e Kadhafi. Felizmente, depois deles, a Líbia, o Iraque e arredores são mais prósperos e seguros. Ah, e a Arábia Saudita também zela pela manutenção da paz no Iémene, onde nunca existiram bombardeamentos sobre civis levados a cabo por essa magnífica democracia na qual as mulheres já podem conduzir- não tarda nada e deixam-nas fumar.

2. Se alguém puder esclarecer-me uma dúvida, agradeço: qual a diferença, em termos morais, entre um Assad que "mata o seu próprio povo" (partindo do princípio que terroristas estrangeiros e rebeldes sunitas que só não chacinam tudo o que é cristão ou alauíta porque não podem são o seu povo) e um rei saudita que manda bombardear civis iemenitas num conflito que também já custou milhares de vidas? por que razão não há linha vermelha para os sauditas? por que razão se diz a Assad que será bombardeado se usar armas químicas e não se diz aos sauditas que serão atacados se voltarem a bombardear escolas ou hospitais no Iémene?

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