quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coreia do Norte

Andamos sempre a ouvir e a ler que a Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo. Mas raro é o dia em que não levamos com uma "notícia" acerca do país. Factos incríveis do quotidiano na Coreia, o que se come na Coreia, o que se veste na Coreia, os divertimentos na Coreia, os trabalhadores coreanos emigrados, tudo e mais alguma coisa sobre a Coreia.
 Portanto, alguma coisa está mal. Ou não é o país mais fechado do mundo, e alguém mente, ou é o país mais fechado do mundo e alguém mente. Porque, nesse caso, não teríamos tantas notícias sobre ele.
 A diabolização do inimigo é uma táctica velha, mas nunca tão usada como hoje. Antigamente, reconhecer valor ao adversário implicava o de quem o combatia. Agora, com a redução dos enfrentamentos corpo-a-corpo e face a adversários visíveis, por parte dos exércitos ocidentais, e com a maior utilização de drones e armas que tais, apoucar torna-se imperioso. Não é cobardia lançar um míssil sobre um energúmeno que maltrata o próprio povo. Sobre um combatente em que se reconhece coragem e valores já é mais complicado.
 Assistimos ao processo no Iraque, na Líbia, na Síria, etc. É verdade que Hussein não era flor que se cheirasse. Khadafi era e Assad é um ditador. Mas qual a alternativa? algum dos países em causa ficou melhor depois da intervenção estrangeira? Kim Jong-Un é um ditador, dir-se-à. Comunista? é mais duvidoso. O que se vive na Coreia do Norte tem uma tal dimensão de nacionalismo que é inconsistente com o internacionalismo proletário. A Coreia do Norte, aliás, cultiva uma política identitária sem paralelo no Ocidente. E isso cai mal nos arautos do multiculturalismo, evidentemente. É uma ameaça para a paz? talvez. Mas será uma ameaça menor a Arábia Saudita, o Paquistão, o Irão, a Rússia ou os EUA? ah, estes são uma democracia. O povo, o povo. Vota. A democracia é a pílula mágica para todos os problemas do mundo.
 Pena é que a democracia, em parte, tenha alimentado as desconfianças do regime norte-coreano face ao mundo. Depois de ver o que sucedeu a Khadafi, após abandonar o programa de pesquisa de armas químicas e nucleares (se o chegou a ter), de pois de ver o que sucedeu a Hussein, o camarada Kim pensará duas vezes antes de abdicar de tal seguro.
 O país mais isolado do mundo. Quantas notícias diárias recebemos acerca da Eritreia, Turquemenistão, Quirquistão, Cazaquistão, Usbequistão, Vietname, Laos e mesmo de saudáveis democracias como a sul-africana? ou de meninos queridos da esquerda como a Venezuela? aliás, a Coreia do Norte consegue a proeza de ser quase tão noticiada como esta última. E, se tivermos em conta o interesse nacional nem sequer se fala.
 Ditadura, sim, mas a demonização da Coreia do Norte não serve apenas os interesses dos EUA. Também ajuda a relativizar, por cá, o que se vive em outros paraísos, nomeadamente com vista para o Caribe.

2 comentários:

  1. A diabólica campanha internacional contra a Coreia do Norte - impulsionada a partir de Washington e inteiramente dirigida a partir dos bastidores pelos extremistas judeus que controlam a Casa Branca - tem sido erguida sobre uma terrível montanha de mentiras e hipocrisia, que os media do "sistema" se têm encarregue de espalhar de forma a desinformar o público em geral e assim (suspeito eu...) começar a preparar psicologicamente a população para mais uma guerra em nome dos "direitos humanos", desta vez contra a Coreia do Norte.

    O regime norte-coreano caiu na mira do Império Anglo-Sionista logo a partir do momento em que o mesmo teve o atrevimento de trocar a internacionalista ideologia comunista, pela aguerridamente soberanista e nacionalista ideologia Juche. Pior ainda do que isto, a Coreia do Norte começou a cooperar com a República Islâmica do Irão e a Síria no domínio do desenvolvimento de tecnologia nuclear e balística. Como é óbvio, a colaboração do regime de Pyongyang com o de Teerão e Damasco, é coisa que os israelitas não toleram e desde há muito almejam sabotar. Por outro lado, existe também da parte do Império Anglo-Sionista um desejo de atingir indirectamente os interesses chineses com o actual ataque diplomático, económico e mediático contra a Coreia do Norte. A China, a par da Rússia, constitui hoje um travão ao avanço do governo mundial totalitário que os supremacistas judeus têm planeado desde há muito e é por isso de esperar que uma vez caído já o Ocidente inteiramente nas malhas do Sionismo Rothschild, as atenções se virem agora para a Ásia.

    Eu não tenho qualquer problema ético ou moral em defender o regime de Kim Jong-un, pelo simples motivo de que este está hoje a lutar com todas as suas forças contra a Nova Ordem Mundial e quem luta contra a Nova Ordem Mundial terá sempre o meu apoio e a minha simpatia.

    Há anos que eu assisto à destruição do meu próprio País pela mão da mesma canalha semita que agora quer destruir a Coreia do Norte e o povo norte-coreano. É verdade que há fome na Coreia do Norte. É verdade que os norte-coreanos não têm as prateleiras dos supermercados cheias de comida e vulgaridades inúteis, porém, em troca têm ainda os valores da família e da sagrada tradição bem vivos, coisa que a dinastia Kim tratou sempre de preservar e defender "com unhas e dentes". Esta é a verdadeira riqueza que a Coreia do Norte possui e nada no Mundo pode compensar a perda destes valores. Uma Nação que saiba preservar a família como instituição civilizacional central e basilar, por mais fome e miséria que os seus inimigos a forcem a passar, será inderrotável.

    Daqui por quatro ou cinco décadas, quando provavelmente já nada restar de Portugal e os mundialistas tiverem atingido o seu objectivo de destruição total da Nação dos Portugueses (e restantes nações da Europa Ocidental...), é bem provável que a Coreia do Norte ainda seja uma Nação soberana e independente, com um povo que qual "aldeia povoada por irredutíveis gauleses", se mantém de pé e firme face a um inimigo que nunca pára, nem desiste de tentar destruir a própria Civilização.

    Não é exagero dizer-se neste momento que o Ocidente está muito provavelmente acabado e as mesmas pessoas que acabaram com o Ocidente, são exactamente as mesmas pessoas que agora querem destruir a Ásia (a Coreia do Norte é apenas o início do que aí vem...) e o pouco que ainda resta do Mundo livre.

    Mais aqui:

    https://historiamaximus.blogspot.pt/2017/09/em-defesa-da-coreia-do-norte.html

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    1. Lembro-me de ler esse artigo do HM, e parece-me que aquilo que se passa, em boa medida, é precisamente isso.

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