sábado, 26 de maio de 2018

A morte aplaudida

Vejo nas notícias pessoas muito satisfeitas com a legalização do aborto na Irlanda. Entretanto, por cá, arriscamo-nos a ver a aprovação da eutanásia. Tudo em nome da dignidade. Legaliza-se a morte e aplaude-se. Depois diz-se que não há europeus e é necessário importar asiáticos e africanos. Ou dar amor e carinho aos animais porque já não nos damos ao trabalho de ter filhos.
Dizia Baudelaire, que sabia bem da poda, que a maior artimanha do diabo é fazer-nos crer que não existe. Foi isso que aconteceu por aqui. Uma Europa crescentemente secularizada colocou de lado a crença no transcendente. Quando muito, substituiu-a por reiki, feng chui ou outras importações. Tal como com as pessoas aqui o processo foi idêntico. Eliminaram-se as crenças enraizadas, depois teve de se dizer que estávamos perante um vazio espiritual e foi necessário importar crendices orientais.
A agenda mundialista é, simplesmente, satânica. Tal como o marxismo e derivados e todas as utopias da abundância e da felicidade plena na terra. Existe nela uma tal carga de negatividade que só pode vir de uma origem tal. E acresce o pormenor verdadeiramente sinistro, de ver que a destruição do homem, a sua degradação, a sua condenação surge sempre com as roupas da dignidade, da liberdade, do mundo melhor.
Outro francês, Lautréamont, escreveu que "é belo contemplar a ruína das cidades, mas é ainda mais belo contemplar a ruína dos homens". Estamos todos a assistir a isso e ainda batemos palmas.

4 comentários:

  1. Brilhante análise, apesar de desmedidamente deprimente! O meu grande receio é que seja impossível sair deste círculo vicioso sem haver um grande colapso. Que tenhamos de atravessar uma grande crise para voltar a entrar nos eixos...

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    1. É bem possível, infelizmente. Chegamos a um ponto em que o fosso entre o material e o moral é impressionante. Estamos feitos num continente suicida. Ao menos que o Leste aprenda com o que se passa deste lado.

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    1. Obrigado. Desta vez foram travados, mas vão voltar à carga. os malignos não dormem.

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