sábado, 31 de março de 2018

Uma Área Nacional muito peculiar

Com a Europa Ocidental a desmoronar-se às mãos da nova ordem e com Portugal a seguir-lhe o exemplo ouvimos e lemos com alguma frequência a ideia de que a unidade nacionalista não é possível e, nem sequer, desejável. É a chamada riqueza na diversidade, certamente.
 Caso excepcional, a dar novos mundos ao mundo.
 Foi possível a unidade na Alemanha. Foi possível na Itália. Foi possível na Espanha. Foi possível em Portugal. Foi possível numa série de países europeus. Com concessões e ajustamentos. Como tinha de ser caso se pretendesse chegar a algo. Mas o Portugal do século XXI é particular. Como os diferentes grupos são tantos e com tamanha capacidade de intervenção e mobilização, não é necessária a união. Para quê, se cada um consegue o seu objectivo por si?
 Tivemos, nos anos passados, índios norte-americanos unidos contra os brancos; tivemos os súbditos dos aztecas unidos e aliados aos espanhóis para derrubarem os opressores; tivemos os lusitanos unidos contra os romanos; tivemos grupos bárbaros e romanos unidos contra os hunos; tivemos reinos cristãos unidos contra os otomanos; etc, etc.
 Mais perto de nós tivemos comunistas que votaram Mário Soares para derrotarem Freitas do Amaral; temos marxistas que apoiaram e apoiam os socialistas, impedindo o PSD de ser governo e ajudando ao afundamento do país.
 Temos todo o tipo de exemplos de união na esfera política. Evidentemente, com a necessária ingestão de sapos. Por vezes é necessária, se queremos alcançar um desígnio maior. Mas na Área Nacional não é possível nem desejável. Nem se deve falar nisso, para quê? a genialidade de cada um chega e sobra. A História há-de assinalar o nosso falhanço, se continuarmos assim.

2 comentários:

  1. À mais de 10 anos que vejo esta mensagem. Lamento mas não tenho nem vejo uma solução para isto. Pessoalmente esforço-me por ter uma posição construtiva.

    Desconfio que a grande diferença entre o que se passa aqui e agora e os exemplos referidos é que neste momento na "Área Nacional" escançam pessoas e recursos.

    As divisões, desuniões e conflitos pessoais são comuns em todo o lado e também as uniões por uma qualquer estratégia de aliança, alinhamento, conveniência, desespero, etc..

    A isto alinha-se a percepção (ou falta dela), da gravidade do actual momento histórico. Existem também os potencias custos pessoais e profissionais de sair fora do rebanho e a probabilidade quase certa de não ter sucesso.

    A cereja em cima do bolo é que não é incomum existir uma incompatibilidade entre "grupos" da "Área Nacional" comparável aos supostos inimigos.

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    1. É tudo isso e, se calhar, ainda mais. Depois vemos como uma série de grupelhos, à esquerda, se conseguiu unir e até onde chegaram. Pois no início dos anos noventa o que eram o PSR, a UDP e o PC(R)? vinte e cinco anos depois aí o temos, o Bloco, a influenciar de forma determinante este país.

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