sexta-feira, 30 de março de 2018

Hipocrisia esquerdalhista

"Um homem não consegue exprimir-se livremente quando não pode traduzir na sua retórica a sua raiva, ou quando tem de se conter para proteger valores em que não acredita, em detrimento de outros que tenta defender. É verdade que alguns dissidentes políticos falam de forma chocante para a maioria, mas é arrogante da parte da maioria supor que métodos ortodoxos de pressão são a forma correcta de expressão, pois trata-se de uma negação do cuidado e do respeito igualitários. Se o objectivo do direito é proteger a dignidade dos dissidentes, então temos de ajuizar sobre o discurso apropriado, com as personalidades dos dissidentes em mente, não a personalidade da maioria 'silenciosa' para quem a lei antimotim não constitui uma restrição de qualquer espécie."- Richard Dworkin, cit. in Roger Scruton, Tolos, Impostores e Incendiários, p.87, Lisboa, Quetzal, 2018.

 Quando tratavam de desmantelar a sociedade os esquerdalhistas aplicavam este discurso. Agora, depois de se apoderarem das instituições, negam aos adversários o que antes defendiam e de que se socorreram para minar aquelas. Não deixa de ser inteligente, mas apenas em termos utilitários. É a inteligência do bandido e do hipócrita, do que se serve de métodos sujos para conseguir o triunfo que,de outro modo, lhe fugiria.

2 comentários:

  1. Não há um erro no nome do autor citado? É Ronald Dworkin e não Richard Dworkin.

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    1. Tem razão, obrigado pela chamada de atenção. Devia estar com o Richard Dawkins na cabeça e foi por isso.

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