quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os guerreiros da justiça social andam distraídos

David Hume, sobre os negros:

"Inclino-me a suspeitar que os negros são por natureza inferiores aos brancos. Quase nunca houve uma nação civilizada dessa cor de pele e nem sequer um indivíduo eminente na acção ou na especulação. Não existem entre eles fabricantes engenhosos e não cultivam as artes nem as ciências. Por outro lado, os mais rudes e bárbaros dos brancos, como os antigos germanos ou os tártaros actuais, têm, no entanto, algo eminente: a sua coragem, a sua forma de governo ou alguma outra particularidade. Uma diferença tão uniforme e constante não poderia verificar-se ao mesmo tempo em tantos países e épocas se a natureza não tivesse estabelecido uma diferença original entre estas estirpes humanas. Já para não mencionar as nossas colónias: há escravos negros dispersos por toda a Europa, dos quais nenhum deles mostrou jamais qualquer sinal de engenho, enquanto, entre nós, gente baixa, sem nenhuma educação, chega a distinguir-se em todas as profissões. Na Jamaica fala-se de um negro que é um homem de talento. Mas é provável que seja admirado por feitos menores."- David Hume, Sobre os Caracteres Nacionais, cit. in Geraldo Sastre, Hume, p.30, Lisboa, Cofina, 2015.

Este homem e a sua filosofia continuam a ser ensinados nas escolas. Não há dúvida de que os guerreiros da justiça social andam distraídos. Ou talvez seja excesso de trabalho. Ainda os veremos a propôr que sejam instituídas comissões censórias (devidamente baptizadas com nomes inócuos) para a fiscalização de todo o tipo de obras, a fim de eliminar as suspeitas de racismo, islamofobia ou outro pecado (entre aspas, que esta gente é laica). De Mark Twain a Camões, passando obviamente por David Hume. Será uma tarefa árdua, mas com a vantagem de dar emprego a muita gente. A não ser que se opte por uma medida mais radical, a da queima de todos os livros existentes.

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