segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Tibieza mortal

"A convicção, elevada à categoria de religião (...) de que todos os homens nascem iguais e que as taras e defeitos do criminoso são produto de uma educação deficiente, por culpa dos educadores, contribui para aniquilar o sentimento normal do bem e do mal, em primeiro lugar no próprio culpado, que se apieda de si mesmo e se considera como uma vítima da sociedade (...).O indivíduo deficiente, no domínio afectivo e social, é um infeliz, um doente digno de compaixão. Mas a deficiência, essa, é o próprio mal (...).
 Devido ao domínio progressivo do seu meio ambiente, o homem moderno, por força das coisas, deslocou o equilíbrio prazer-desprazer no sentido de uma hipersensibilidade crescente quanto a todas as situações penosas, enquanto a sua capacidade de regozijo se ia embotando.
 Mal nos apercebemos a que ponto dependemos do conforto moderno, de tal modo nele estamos embrenhados (...).
 A intolerância ao desgosto, que não cessa de aumentar nos nossos dias, transforma os altos e baixos naturais da vida humana, numa planície artificialmente nivelada. E esta tendência engendra um aborrecimento mortal (...).
 Os homens (...) atingiram hoje um estado de moleza perigoso que leva concerteza à ruína de uma cultura."- Konrad Lorenz, cit. in Alain de Benoist, Nova Direita Nova Cultura, Lisboa, Afrodite, 1981.

2 comentários:

  1. A tibieza moral(e não só) ocidental é clara,entretanto mais a leste há esperança http://omarxismocultural.blogspot.pt/2017/12/austria-junta-se-europa-oriental-e.html

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    1. É a nossa esperança, o Leste. O Ocidente já não deve ter salvação.

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