sábado, 14 de outubro de 2017

poesia (CXXVII)

A porta

A porta do hotel está sempre a sorrir
Que me importa ó mamã
Ser esse único empregado para quem nada existe
Pi-móveis pares que descem as profundezas da água triste
Anjos chegadinhos a Marselha ontem de manhã
Longínquo ouço morrer e voltar a morrer um cântico
Humilde como sou sem qualquer préstimo de seu

Dei-te tudo o que tinha Filho Fá-lo render

Guillaume Apollinaire, Mais Novembro do que Setembro (trad. Maria Gabriela Llansol), Lisboa, Relógio d'Água, 2001.

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