domingo, 16 de julho de 2017

Idiotas úteis

Já referi, algures, que o movimento LGBT não passa de uma arma ao serviço do marxismo cultural. Para a doutrina marxista-leninista a homossexualidade sempre foi vista com desconfiança. A actual ligação entre os dois grupos é apenas circunstancial, fruto da estratégia marxista de dissolução das sociedades ocidentais. Quando deixarem de ser necessários acabarão encostados como o foram outros, ao longo da história vermelha. Curiosamente, no blogue Blasfémias, há um leitor de nome Procópio que deixou um comentário a um poste que resume muito bem a visão marxista do assunto, pelo que aqui fica:

 Engels condenou a homossexualidade no seu livro “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, descrevendo-a como algo “moralmente deteriorado”, “abominável”, “repugnante” e “degradante”. Partilhando aparentemente da perspectiva de Engels, Marx escreveu que “a relação entre o homem e a mulher é a relação mais natural de ser humano com ser humano”. (...). Vários escritores comunas continuam a considerar o comportamento como degenerescência produzida pelo Capitalismo e passível de cura pelo Socialismo. De acordo com Engels, os “princípios morais naturais” floresceriam no futuro socialista, quando a “monogamia (heterossexual), ao invés de definhar, se transformaria em realidade – também para o homem – e a homossexualidade simplesmente desapareceria”.
Acontece que o mundo dá muitas voltas e os votam contam muito para quem gosta de levar boa vida na central de negócios. O berloque percebeu isso bem cedo e obrigou outros a tomar uma atitude mais tolerante, pelo menos na aparência.
O tio vladimir não as poupava:
“Parece-me que esta superabundância de teorias sobre sexo brota do desejo de justificar a própria vida sexual anormal ou excessiva do indivíduo ante a moralidade burguesa e reivindicar tolerância para consigo… Não importa quão rebeldes e revolucionárias aparentam ser; essas teorias, em última análise, são completamente burguesas (…)
Não há lugar para elas no partido, na consciência de classe e na luta proletária”(...)
 O governo da Alemanha de Leste encarava as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo como resquícios da decadência burguesa, um sinal de fraqueza moral e uma ameaça à saúde social e política da nação. Os comunas lá no fundo vêem as minorias sexuais como improdutivas. Muitos foram forçados a aderir a programas de “reeducação” que envolviam trabalhos forçados, terapia de conversão, drogas psicotrópicas e confinamento em hospitais psiquiátricos.
En Cuba logo que o tio fidel tomou o poder “iniciou-se a perseguição, com a construção de campos de concentração… o ato sexual tornou-se um tabu enquanto era proclamado o ‘novo homem’ e exaltada a masculinidade”. Programas similares de “reforma moral” foram instituídos na URSS, na China Comunista e na Alemanha Oriental como parte da construção de uma sólida fundação para as novas repúblicas socialistas.
Foram banidas associações – comunitárias e políticas – de lésbicas e gays e impediram a publicação de materiais gays e lésbicos.
As cambalhotas vêem depois. Com o alfobre de votos na mira, justificam o volte face tal como a passagem abrupta do internacionalismo proletário para o patriotismo léria.
“Defender os LGBTs hoje é fazer justiça social e corrigir um erro perpetrado séculos a fora”.

2 comentários:

  1. Até um relógio estragado está certo duas vezes por dia. A atitude dos comunistas antigos parece-me ser uma simples reacção ao instinto natural, que hoje está adormecido no homem moderno. Os comunistas modernos simplesmente aplicam a mentalidade da vítima, não ao proletariado (porque essencialmente já não existe), mas a tudo o que seja anti-natura. E é de notar que os capitalistas têm exactamente a mesma atitude.

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    1. Exacto, sendo ambos materialistas só podem estar irmanados em muitas questões dos nossos dias.

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